eu tinha vinte e um,
como o jogo de cartas,
quando eu conheci o seu sorriso
e ela era linda e doce como mel feito de abelhas
e seus olhos brilhavam como o mar quando o sol bate
numa manhã de domingo ensolarado.
eu tinha vinte e um,
como a brincadeira com bola de basquete,
quando ela segurou minha mão
e me disse que não soltaria
enquanto eu não fossemos infelizes.
eu tinha vinte e um,
como o sinatra teve vinte e um,
e foi um ano bom para mim, como ele canta que foi para ele.
eu tinha vinte e um
porque foi o que veio depois dos vinte
e não havia muito o que se fazer quanto a isso,
apenas viver.
e eu vivi.
Wednesday, November 25, 2009
Tuesday, November 24, 2009
E ri da sua cara como se fosse louco.
"mulher,
eu acho que eu te amo."
ele disse do fundo do coração.
"menino" ela disse
sem dó ou piedade
"você não sabe o que é que fala."
eu acho que eu te amo."
ele disse do fundo do coração.
"menino" ela disse
sem dó ou piedade
"você não sabe o que é que fala."
Monday, November 23, 2009
Logo quando.
quando achei que não houvesse mais alguém que me faria achar bom
ser todas as coisas que eu sou
(ou talvez nem seja, quem sabe)
ela sorriu para mim e eu a vi.
quando achei que não houvesse alguém
que me fizesse sentir, de alguma forma, bem
em ser tudo o que sou
(ou quase tudo)
faço as coisas que a afastam de mim,
quando tudo o que quero é trazê-la cada vez mais perto
praqui, que é onde estou,
ou simplesmente ir para lá,
que é onde ela está.
todas essas coisas que são um pouco impossíveis às vezes
devido ao espaço que existe entre nossos corpos
e que eu gostaria que inexistisse,
especialmente entre nossas almas.
ser todas as coisas que eu sou
(ou talvez nem seja, quem sabe)
ela sorriu para mim e eu a vi.
quando achei que não houvesse alguém
que me fizesse sentir, de alguma forma, bem
em ser tudo o que sou
(ou quase tudo)
faço as coisas que a afastam de mim,
quando tudo o que quero é trazê-la cada vez mais perto
praqui, que é onde estou,
ou simplesmente ir para lá,
que é onde ela está.
todas essas coisas que são um pouco impossíveis às vezes
devido ao espaço que existe entre nossos corpos
e que eu gostaria que inexistisse,
especialmente entre nossas almas.
Ele e ela.
ele dizia a ela que a amava amava amava
mais do que o sol queimava,
mais do que a lua era fria,
ele dizia que a amava como se fosse uma poesia.
e ela dizia que não acreditava que houvesse nele
amor tão grande assim
dizia que não havia provas que tipo daquele
soubesse o que é amar, enfim.
mais do que o sol queimava,
mais do que a lua era fria,
ele dizia que a amava como se fosse uma poesia.
e ela dizia que não acreditava que houvesse nele
amor tão grande assim
dizia que não havia provas que tipo daquele
soubesse o que é amar, enfim.
Mata-me.
parece que eu só te dou motivos
para colocar tuas mãos no meu pescoço
e apertar bem forte
até sufocar.
parece que, cada vez mais,
eu sou um estúpido estúpido estúpido
que te machuca e remachuca
sem pensar.
parece que cada vez mais
eu sinto cada vez mais
medo de te perder.
parece que cada vez mais
eu gosto cada vez mais
de você.
para colocar tuas mãos no meu pescoço
e apertar bem forte
até sufocar.
parece que, cada vez mais,
eu sou um estúpido estúpido estúpido
que te machuca e remachuca
sem pensar.
parece que cada vez mais
eu sinto cada vez mais
medo de te perder.
parece que cada vez mais
eu gosto cada vez mais
de você.
Saturday, November 21, 2009
A construção.
tempo passou, meus amigos,
e carregou consigo tantas coisas que só ele é capaz.
o tempo passou entre nós, para nós,
enquanto todos nós construíamos algo.
hoje o que construímos está erguido,
está sob bases fortes e firmes,
é nisso que acredito,
e a distância não age em seus alicerces,
o próprio tempo não o faz.
usamos o tempo com calma
para aprender a construir algo
que ele próprio não pode levar facilmente.
o tempo passou, meus amigos,
e vai continuar a passar por séculos e séculos,
mas sem levar o que nós temos aqui.
porque é nosso e não dele.
e carregou consigo tantas coisas que só ele é capaz.
o tempo passou entre nós, para nós,
enquanto todos nós construíamos algo.
hoje o que construímos está erguido,
está sob bases fortes e firmes,
é nisso que acredito,
e a distância não age em seus alicerces,
o próprio tempo não o faz.
usamos o tempo com calma
para aprender a construir algo
que ele próprio não pode levar facilmente.
o tempo passou, meus amigos,
e vai continuar a passar por séculos e séculos,
mas sem levar o que nós temos aqui.
porque é nosso e não dele.
Wednesday, November 18, 2009
Anatomia.
a tua boca
tinha o gosto dos sonhos
e teu calor
era o lençol sob o qual eu me aquecia.
eu lembro bem da tua anatomia,
teus seios e tuas nádegas,
teus músculos fracos
e teus tendões pouco flexíveis.
mas eu gostava mesmo
era da tua mão
se entrelaçando com a minha,
dizendo que era assim que deviam estar.
e é assim que elas ficarão
logo logo.
tinha o gosto dos sonhos
e teu calor
era o lençol sob o qual eu me aquecia.
eu lembro bem da tua anatomia,
teus seios e tuas nádegas,
teus músculos fracos
e teus tendões pouco flexíveis.
mas eu gostava mesmo
era da tua mão
se entrelaçando com a minha,
dizendo que era assim que deviam estar.
e é assim que elas ficarão
logo logo.
Monday, November 16, 2009
Parabéns, c.
a dor é universal,
comum a todo ser humano,
a todo ser vivo.
a dor de um coração quebrado,
um cotovelo machucado,
um estômago queimado,
é o combustível de anos e anos.
fez ano essa celebração masoquista
esse antro de loucos,
comemora-se, então,
e espera-se que haja mais.
mas que o que vier, seja do que já foi
e que o que virá
só traga alívio.
comum a todo ser humano,
a todo ser vivo.
a dor de um coração quebrado,
um cotovelo machucado,
um estômago queimado,
é o combustível de anos e anos.
fez ano essa celebração masoquista
esse antro de loucos,
comemora-se, então,
e espera-se que haja mais.
mas que o que vier, seja do que já foi
e que o que virá
só traga alívio.
Friday, November 13, 2009
Oy, got.
chega a noite
e eu entro nela
como ela entra em mim.
e eu sinto sempre
a solidão,
o aperto
e a vontade
de dizer qualquer coisa pra você,
qualquer palavra
que te faça sorrir
para, assim,
eu me sentir bem.
e eu entro nela
como ela entra em mim.
e eu sinto sempre
a solidão,
o aperto
e a vontade
de dizer qualquer coisa pra você,
qualquer palavra
que te faça sorrir
para, assim,
eu me sentir bem.
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